Visões, insights, desejos, poemas, desabafos.Um pouco de tudo, mas do fundo da alma, do coração, da intuição, do sentimento.Catarse apenas...
5 de maio de 2009
Dança do fogo
Oração do fogo
Sou fogo!!!!
Em todos os sentidos!
Do sol eu desço e das profundezas da Terra eu me lanço!
Derreto tudo e refaço e recombino a tudo.
Nunca estou quieto e nunca sou o mesmo.
Nos raios, nos relâmpagos, nos vulcões ou onde houver chama eu sou o brilho.
Meu brilho tem sido copiado e usado erroneamente pelos humanos.
Suas bombas e demais artefatos cospem morte!
Eu também mato! Mas só aquilo que precisa ser banido ou transformado.
Não mato por esporte e nem para mostrar a força que na verdade não tenho.
Sou forte e mesmo minha irmã Água pode sumir na minha presença se assim for necessário.
Eu sou as paixões que ardem em seus corações. Eu sou o sentimento que habita seus corações.
Sou o destemor, o espírito da aventura que faz do seu lar o coração.
Sou a coragem de ousar. Sou a chama do amor.
Sou a destruição na forma de raios ou de vulcões, por exemplo!
Eu limpo para trazer novas formas de vida. Eu queimo o que precisa ser purificado.
Sou a inspiração que os espíritos precisam.
Não sou ignorante e nem me arvoro o mais sábio dos seres. Eu não sou tolo e nem me faço passar por um.
Humanos!!!!!
Somos todos habitantes do mesmo Universo! O que os faz pensar que são os donos do mundo?
Acaso podem superar algum de nós, os elementos?
Será que não notam que jogamos seu jogo apenas para mostrar o quanto estão errados?
Será que precisarão ver a morte para redescobrir o valor da vida?
Será que nossas repetidas investidas usando seus próprios modelos de vida não os alerta?
Será que suas invenções são mais importantes do que vocês?
Será que por um acaso ainda acham que podem viver de lata? De plástico?
Será que o Criador deu-lhes este planeta para que o destruam?
Para que fabricar tanta coisa inútil que poucos utilizarão? Para aumentar o ódio?
O fogo do ódio corrói! O fogo do amor purifica!
Convoco todos os seres do fogo para que seus corações humanos voltem a brilhar!
Convoco todos os seres do fogo para que seus espíritos voltem a inspirar suas ações!
Convoco todos os seres do fogo para que purifiquem o planeta!
Em nome de todos os elementos eu convoco a todos os seres para que iluminem os seres humanos!
Faça-os perceber que seus atos os levam cada vez mais para a destruição e dor desnecessárias.
O amor ainda é o maior de todos os remédios! Amem novamente e terão suas doenças curadas!
Iluminem-se humanos!!!!!
http://br.geocities.com/buluccib/fogo.html
Bandoleiro: Ney Matogrosso
Fossem ciganos a levantar poeira
A misturar nas patas
Terras de outras terras, ares de outras matas
Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado
Na mão direita o fado
Jogando sementes nos campos da mente
E se falasses magia, sonho e fantasia
E se falasses encanto, quebranto e condão
Não te enganarias, não te enganarias
Não te enganarias, não!
Fossem ciganos a levantar poeira
A misturar nas patas
Terras de outras terras, ares de outras matas
Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado
Na mão direita o fado
Jogando sementes nos campos da mente
E se falasses magia, sonho e fantasia
E se falasses encanto, quebranto e condão
Feitiço, transe-viagem, alucinação
Canto Cigano por Cecília Meireles

Seus cabelos,
Balançavam com o vento.
Ela dançava,
Dançava de dia,
Dançava de tarde,
Dançava à noite.
À noite,
Enquanto os archotes brilhavam,
E punham nela muitos fulgores,
Ela sorria e sorria...
Para quem sorria?
Para ninguém.
Bastava, para ela,
Sorrir para si mesma.
Sorria...
Sufocando o pranto,
Que lhe inundava a alma.
Porque, se ela chorasse,
Todos choravam também.
E ela tinha que sorrir,
Cantar,
Dançar.
Bailando,
Como baila o vento,
Cantando,
Como cantam as aves,
Só, tão só...
E, no entanto, dona absoluta,
De todos os olhares,
De todas as mentes,
Que estavam ali.
Cada um achando,
Que era para eles que ela sorria,
Quando, na verdade,
Ela não sorria para ninguém,
Ela sorria para si mesma.
O tempo passou...
E, no vento tão forte,
Que muda a vida,
Mudando as pessoas de lugar,
Daqui para acolá.
Um dia,
Ela deixou de dançar,
Mas não deixou de cantar.
Mesmo na solidão dos pinheiros gelados,
Fazia, com os rouxinóis,
Um dueto encantado.
O rouxinol cantava de tristeza,
Ela cantava de saudade,
De dor...
Por onde andará?
Como estará a terra dos meus amores?
Aonde estarão aqueles,
Que pisam, firme, o chão?
Aonde estará o meu povo?
Será que estão como eu...
Na solidão?
Canta, cigana,
Canta...
Deixa que o vento da vida de carregue,
Que a brisa te abrace
E que as folhas te teçam harpejos,
Nos ninhos dos pássaros.
A solidão nos faz
Aprender a viver,
Dentro de nós,
Num castelo encantado.
Onde se é possível,
Chorar sozinha
E rir, feliz,
Para todos os passantes,
Caminhantes,
Andantes de muitas terras,
De muitos sonhos,
De muitas estradas.
Deixa voar,
O seu sonho de paz,
Porque, um dia, você terá.
Não chore,
Não chore, cigana,
Cante.
Porque, mesmo sem cantar,
Você encanta.
E, mesmo chorando,
Você sorri.
Deixa o tempo passar,
Deixa as folhas voarem,
Voar...
Porque, um dia,
Paz você terá!
Cecília Meireles
Arauto de Luz - Junho de 2000
Psicografia Shyrlrene Soares Campos
4 de maio de 2009
Cigana de mim
Voltei ao meu mundo, como se me parisse de novo dentro de um véu de fogo
Estou de volta, nesta ciganidade
Dona do meu mundo
Livre de apego
Aquecida na fogueira única do meu desejo
Apenas sou
Com a certeza de que sei onde piso
Na comunhão do meu povo
Ciente de quando devo prosseguir e abandonar velhos caminhos
Na certeza de que sou capaz de recomeçar sempre
Com coragem, bravura
Nesta estrada poeirenta
Onde monto meu cavalo
Mostro meu punhal para lutar
Sigo minha força ancestral
Pulsando firme e alerta
Fernanda Luz
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