13 de maio de 2009

Lua distante


Essa Lua ali, branda em minha janela
Ah, chegam os odores divinos do amor
Teu perfume de terra me chega
Toca minha face, beija meus lábios
Se apodendere de mim
Me mostra novamente os caminhos das estradas
Que me arrancaram ao punhal
Cura meu coração desta dor fervente
Me traz de volta à serenidade.
Toca seu canto de liberdade
Arranca de mim o véu da saudade
Me resgata a ti novamente
Me liberta desta lejania

Mensagem de Pai Benedito de Aruanda



Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso colocar seu amor em prática.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso sorrir a alguém que chora.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz não precisa mais do que seus braços e pernas.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso apenas o seu esforço próprio.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso persistir para conquistar.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso que este ideal seja Cristão.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso caminhar de mãos dadas.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso que compreenda mais as dificuldades.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso mais paciência perante os contratempos.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso ter fé em Deus e trabalhar pelo próximo.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso dar esperança a quem já desistiu da vida.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso dar a luz do consolo aos desesperados.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso que tenha conhecimento sobre si mesmo.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz precisa pôr este conhecimento em sua reforma.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso que ele se desprenda de si mesmo.
Um dia o homem vai entender:
Que para ser feliz é preciso FAZER ALGUÉM FELIZ.
O mundo precisa de caridade!
O mundo precisa de amor!
O mundo precisa de Jesus!
O mundo precisa de você!

Presença


E me chegas de noite
Quando os ruídos se calam no abandono dos sonhos
Me envolve com tua voz suave de saudade
Me toca na pele, me acaricia as mãos...
Me faz serenar na tua alma cigana de longe
Que não pude tocar de verdade
Mas, estás, estás...
Não quero chorar quando te ouço
Não quero sentir saudades de ti
Ainda ontem reli tuas palavras de amor
E vontade de chorar, tive
O sopro de tuas palavras
O manso carinho da tua voz doce.
Sei que estás
Numa dimensão lejana
Sei que vives ainda
E que, de alguma forma estás aqui
Pude sentir as pétalas de rosas que me enviaste sobre meu corpo
Pude adormecer te ouvindo de longe
Tão perto...
Juízo não tenho para entender
Esse laço que nos atou
Ainda não entendo minha falta de coragem
Que atou meus pés que não me levaram a ti
Ainda sinto essa saudade de ontem
Ainda estou certa de nosso reencontro
Não maldigo tua partida
Pois chegaste nessas paragens estrelares antes de mim
Sim, sei que quando a Lua ilumina meus olhos
Estás também me iluminando
Sei que, em cada taça de vinho que tomo
Me adoças a boca com teu beijo
Sei que quando tomo meu punhal
Um pouco de tua força está nele
Sei que preparas meu leito junto a ti
Mas desconheço minha chegada
E como me doeu tua partida
E ainda me dói
Por vezes choro, por vezes quero esconder de mim essa tua falta.
Tua kalin permanece aqui.
Seguindo, por vezes tropeçando
Tua kalin tem força, amado
Tua kalin aprende diariamente a jogar sal na maldade
A bendizer a boa aventurança
Então,kalón
Aqui me quedo...
Nesta lembrança que me corrói...
Te deixo a rosa dos meus lábios
O perfume dos meus cabelos
O cálido toque de minhas mãos.


Fernanda Luz

Anima



A mi me regalao el core gitan
a mi me regalao el alma buyna
a mi me regalao el sangry amanti de la libertad
a mi me regalao el sognu de alegryhia
de pensar que pudo set
la misma de semper
una luna encantad
gusto de vino en la boca
miel de dulzura en el core
verytah en las palabras
kambuly en el core
vita plena
vita, soli
nim dimand, ni desdicha


Povo Cigano
Por Fernanda Luz
Pintura:Berezina Elena
http://www.art-vector.com

11 de maio de 2009

Alma de Loba



Há uma loba ferida, que sangra na noite e urra desesperada na lua cheia

Há um anjo bondoso com asas feridas, temeroso de alçar vôo sobre o leito escuro dos amantes

Há uma mulher escondida por baixo da pele morena, que ousa pulsar de desejo

Há uma fugitiva, que se esconde com medo de amar

Há uma deusa perfumada prestes a destilar seu perfume sobre a fronte dos homens vãos...

Há um sorriso pleno, que desemboca no desejo doce

Uma mancha na alma de perdição...

Há alguém, quem sabe, sedenta de beijos, mergulhada nos suspiros sufocados paridos numa noite de agosto...

Em mim se esconde a alma de uma desconhecida

Em mim se abre a concha da mais pura pérola...


Fernanda Luz

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